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Depoimentos


 

Prof. Ecio Rodrigues

Universidade Federal do Acre (Ufac)

Prêmio para sustentabilidade da Amazônia

Na era do conhecimento, inovação é a palavra chave. Essa afirmação tem sido repetida mundo afora e diversas vezes. Iniciada, provavelmente, no segmento empresarial, sobretudo das indústrias, a dimensão da revolução cultural ocasionada pela valorização do conhecimento, ainda esta por ser devidamente aferida.

Acontece que o conhecimento se torna algo tangível, ou seja, possível de ser visualizado, quando transformado em algum tipo de inovação. Inovar é o ato de transgredir o que normalmente acontece. Pode ser a criação de um novo produto ou a invenção de um jeito novo de fazer um produto já conhecido, ou ainda, a descoberta de um sentido diferente para as coisas.

A conquista da sustentabilidade se insere nessa última maneira de inovar. É possível que nenhum outro tema supere o da sustentabilidade, na exigência de conhecimento, afinal, somente com a compreensão acerca das implicações, que cada produto ou processo de produção, acarreta para a mudança do clima, é possível garantir os limites da sustentabilidade.

Uma exigência de conhecimento que se amplia sobremaneira quando o local onde se dará essa sustentabilidade é a Amazônia. Uma região reconhecida pela sua importância para o equilíbrio climático do planeta, que alguém já chamou, inclusive, de Termostato Verde.

Estimular as pessoas que possuem conhecimento, para direcionar suas idéias criativas para o esforço de encontrar caminhos para a sustentabilidade da Amazônia, foi o que motivou o Ministério do Desenvolvimento, MDIC, a instituir o Prêmio Professor Samuel Benchimol.

Uma merecida homenagem a quem dedicou a carreira, tanto de acadêmico quanto empresarial, a produzir conhecimento sobre a Amazônia e, o mais importante, a discutir sua sustentabilidade, como o professor Benchimol.

O Prêmio tem a importante e exclusiva contribuição de premiar idéias criativas, que são, para efeito de julgamento, distribuídas em três categorias (ambiental, social e econômica) nas quais são selecionados três projetos considerados inovadores.

Isto significa que a cada ano, um total de nove pessoas recebem prêmios por suas idéias criativas, agora transformadas em projetos, que poderão ter atenção das agências de financiamento. Isto é, idéias que serão colocadas em prática.

Ao serem materializadas essas idéias contribuem para uma Amazônia, cuja diversidade biológica se transforme em riqueza sem comprometer a manutenção do ecossistema florestal e fazendo com que, todos os amazônidas tenham acesso aos benefícios dessa riqueza.

Instituir o Prêmio foi uma daquelas grandes iniciativas que rapidamente contou com apoio de todas as nove Federações de Indústrias, dos agentes financeiros, das universidades e dos institutos de pesquisa existentes na Amazônia.

Hoje não há dúvida acerca da importância desse Prêmio para dar publicidade e tornar realidade o enorme volume de informação oriunda de resultados de pesquisas, que se perdem nos arquivos dos pesquisadores.

E o melhor é que a cada idéia e a cada premiado um novo passo é dado para a conquista da sustentabilidade na Amazônia.
* Professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Engenheiro Florestal, Especialista em Manejo Florestal e Mestre em Economia e Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).

 

General de Exército Marius Teixeira Neto

Prêmio Professor Samuel Benchimol

General de Exército Marius Teixeira Neto, Chefe do Departamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro, dá o seu depoimento sobre o Prêmio Professor Samuel Benchimol e confirma a sua participação na Comissão Julgadora do Prêmio.
General de Exército Marius Teixeira Neto, Chefe do Departamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro, dá o seu depoimento sobre o Prêmio Professor Samuel Benchimol


“ O Prêmio Professor Samuel Benchimol presta relevante serviço à Amazônia, oferecendo oportunidade de divulgação de propostas técnico-científicas para o desenvolvimento sustentável daquela região, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida do povo ribeirinho, para a proteção da selva e dos seus inestimáveis recursos naturais”

E confirma a sua participação na Comissão Julgadora do Prêmio.

 

Ricardo Ayres

Depoimento do Secretario Ricardo Ayres

:. Convidado pelo MDIC, Ricardo Ayres da depoimento sobre o prêmio Professor Samuel Benchimol e o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.“O desenvolvimento nacional, integrado e de promoção da igualdade, passa pela ocupação e uso racional dos recursos naturais da Amazônia,sendo, pois, preponderante, a utilização do conhecimento para a organização de um novo espaço geográfico, de afirmação dos valores de cidadania dentro da sociedade capitalista moderna. É importante, neste contexto, visualizar a gente amazônica como um insumo estratégico de desenvolvimento do país, pessoas também dotadas de direitos, principalmente no que diz respeito à produção do conhecimento, que possa assegurar, a partir deste direito inalienável, suas subsistências, material e imaterial, para a realização, no equilíbrio pretendido, do bem-estar social numa floresta incluída no processo produtivo. Subtrair, dessa gente, o conhecimento produzido no mundo, significa, além de imperdoável isolamento, a implosão, pelo meio-ambiente e uso insustentável deste, do sucesso daqueles que, por intermédio da ciência e tecnologia, valores universais, concetraram em suas mãos todo o capital produtivo mundial.”


Ricardo Ayres
Secretario de Juventude do Estado do Tocantins / Presidente do Forum Nacional de Gestores e Secretários Estaduais de Juventude.

 

Ricardo Ayres

Prêmio Professor Samuel Benchimol

“O desenvolvimento nacional, integrado e de promoção da igualdade, passa pela ocupação e uso racional dos recursos naturais da Amazônia, sendo, pois,
preponderante, a utilização do conhecimento para a organização de um novo espaço geográfico, de afirmação dos valores de cidadania dentro da sociedade capitalista moderna. É importante, neste contexto, visualizar a gente amazônica como um insumo estratégico de desenvolvimento do país, pessoas também dotadas de direitos, principalmente no que diz respeito à produção do conhecimento, que possa assegurar, a partir deste direito inalienável, suas subsistências, material e imaterial, para a realização, no equilíbrio pretendido, do bem-estar social numa floresta incluída no processo produtivo. Subtrair, dessa gente, o conhecimento produzido no mundo, significa, além de imperdoável isolamento, a implosão, pelo meio-ambiente e uso insustentável deste, do sucesso daqueles que, por intermédio da ciência e tecnologia, valores universais, concetraram em suas mãos todo o capital produtivo mundial.”


Ricardo Ayres
Secretario de Juventude do Estado do Tocantins / Presidente do Forum
Nacional de Gestores e Secretários Estaduais de Juventude